2º DIA DO SEMINÁRIO FAMÍLIA E ESCOLA EM CAICÓ

O segundo dia do Seminário Família e Escola contou com a presença da Drª Áurea Nogueira de Melo,  professora da UFRN que tratou do seguinte tema: "Dificuldades de aprendizagens e disfunções neurológicas: modismo patologizante ou difícil implementação de novas estratégias pedagógicas no âmbito escolar".

Antes de falar do tema central, a Drª Áurea expôs alguns temas que devem ser precedentes ao  tema central da palestra. Em sua fala inicial, a palestrante relatou que para se ter um bom processo de aprendizagem, a pessoa precisa ter primeiramente um cérebro sadio e consequentemente todo o desenvolvimento humano deve acontecer normalmente, desde a mais tenra idade. Pois a qualidade de vida da pessoa influenciará em todo processo de aprendizagem do indivíduo.

Os distúrbios de aprendizagem tem ocorrência predominante mais no sexo masculino do que no feminino. E pais e professores devem estar preparados para encarar essa realidade de maneira coerente, sem ferir a dignidade da criança/adolescente. Pois a incapacidade de reconhecer os distúrbios de aprendizagem pode gerar preconceitos. E os pais e professores podem achar que a dificuldade do aluno é simplesmente preguiça, malandragem ou falta de foco na escola. Assim passam a taxá-los dos mais variados adjetivos que ferem a criança e atrapalham também o seu engajamento social, pois ao invés dos pais e professores ajudarem seus filhos e alunos a superarem as suas dificuldades, aqueles acabam por colocar na vida da criança outro entrave.

Os principais distúrbios de aprendizagem (primários) - de causa neurológica - são: dislexia - dificuldade na leitura; disgrafia: distúrbios na aprendizagem escrita; discalculia: falha em adquirir competência de função matemática, geralmente associado a dislexia; e as dificuldades de aprendizagem não verbais - distúrbios de imagem corporal, não aprende o padrão motor grosseiro, déficit de orientação temporoespacial etc. 

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A Drª Áurea ainda apresentou dois outros distúrbios: a hiperlexia - que é a habilidade precoce de ler, intensa fascinação por letras e números. O que para muitos seria uma habilidade ideal nas crianças. Em contrapartida a criança que apresenta esse distúrbio não se socializa e não interage, apesar de ler tem grande dificuldade em compreender a linguagem falada. O outro, é o distúrbio neurocomportamental - transtorno do déficit de atenção e hiperatividade - TDHA, que gera desatenção, impulsividade e hiperatividade. Podendo apresentar-se sob três subtipos: I - desatenção; II - impulso-hiperativo e; III - forma combinada desatenção/impulso-hiperativo.

Finalizando a sua participação no evento, a Drª Áurea falou ainda sobre os distúrbios secundários de aprendizagem, como: a epilepsia, paralisia cerebral, déficit de atenção com ou sem hiperatividade, síndrome do X frágil, distúrbios do sono e a prematuridade. Ação de fármacos de uso neurológico, como anti-epiléticos e Coréia de Syndehan. Esses e outros distúrbios são facilmente detectados por neurologistas e/ou profissionais afins como pediatras, psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos.

Drª Áurea e o Mentor Valdemir

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